5 de março de 2012
Precisamos de mais mulheres, com classe, na política
A representação política de mulheres cresceu entre 1997 e 2010, segundo a União Interparlamentar da ONU, porém ainda não atingiu sequer condição de paridade com a representação masculina. Nas Américas, em 1º de janeiro de 1997, as mulheres eram 12,9% da representação política total, índice que cresceu para 22,5% em 31 de dezembro de 2010; no mundo essa representação que era de 12% em 1997, foi para 19,3% no final de 2010.
O Brasil, com 8,6% de mulheres com mandato na Câmara dos Deputados, está abaixo dos países árabes, onde elas são 11,4%. Estamos em 110º lugar, em um conjunto de 135 países, e, nas Américas, estamos em penúltimo lugar (o último, Panamá, tem 8,5% – apenas 0,1% abaixo de nós – de representação política de mulheres). O país que liderava, em junho de 2011, a lista as Américas e ocupava a 5ª posição mundial era a Cuba socialista, com as mulheres ocupando 43,2% das cadeiras no parlamento.
Na nossa última campanha eleitoral, em 2010, pela primeira vez elegemos uma mulher para presidir o país, mas o candidato da direita, José Serra, e seu PSDB usaram a campanha eleitoral para, em conluio com setores retrógrados religiosos, fazer ataques contra direitos das mulheres e criminalizar questões de saúde pública, como o direito ao aborto. Marlise Matos, no estudo “Recentes dilemas da democracia e do desenvolvimento no Brasil: por que precisamos de mais mulheres na política?”, considera que a ofensiva conservadora levou a que “o efeito desejável e ansiosamente esperado de termos duas mulheres candidatas ao cargo máximo do país (e o fato de termos eleito uma delas à Presidência) não tivesse quase nenhum impacto nos demais espaços das candidaturas no âmbito da eleição”.
Em 2010, dos que disputaram vaga na Câmara Federal, 4.137 (79,62%) eram homens e 994, mulheres (19,38%). Para as assembleias legislativas concorreram 9.808 homens (79,28%) e 2.563 mulheres (20,72%) – para a Câmara Distrital, de Brasília, concorreram 612 homens (74,28%) e 208 mulheres (25,72%). Proporcionalmente, o Mato Grosso foi a unidade da federação com maior número de candidatas (23, do total de 70 – 32,86%). Pernambuco, com apenas 14 mulheres entre os 178 candidatos, foi o de menor percentual feminino (7,87%). Dos 513 integrantes da Câmara Federal, apenas 45 (8,77%) são mulheres. No Senado, há 12 senadoras, entre os 81 lugares.
Com base nesses números, Marlise considera que “o campo político segue sendo um reduto masculino”. Dentre as muitas dificuldades enfrentadas pelas mulheres para ingressar nas lides políticas, ela cita as tarefas domésticas e responsabilidades familiares, além da jornada de escolarização – segundo essa analista, as mulheres “são efetivamente a maioria” em todos os níveis de ensino.
O determinante na luta política é a questão de classe, e não outra. A orientação dos Estados Unidos no cenário internacional é imperialista, mesmo que seu atual presidente seja o negro Barak Obama. Também imperialista é a orientação da Alemanha, mesmo sendo o governo liderado pela primeira-ministra Angela Merkel. Contudo, em seu estudo, publicado na revista Sinais Sociais, nº 17, setembro-dezembro de 2011, Marlise Matos aponta estas características na presença e permanência de mais mulheres no trabalho político:
“1) as mulheres tendem a enfatizar e a lutar mais por uma agenda de reivindicações que incorpore os temas de justiça social, em uma luta mais efetiva contra as desigualdades; 2) mais mulheres no poder certamente redunda em uma maior legitimidade democrática, pública e política dos governos em países, estados e municípios; 3) existem, efetivamente contribuições particulares – interesses, perspectivas e visões de mundo – que as mulheres podem trazer para a política; 4) as mulheres tendem a fazer um uso ótimo e mais eficiente dos recursos disponíveis; 5) as mulheres tendem a exercer o poder de modo mais compartilhado, delegado e descentralizado, podendo compatibilizar agendas exercidas por meio de uma forma de governança multinível e democratizadora, em que a complexidade de elementos que envolvem os desafios contemporâneos possa ser contemplada”.
Fonte: http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=4591&id_coluna=2
Fórum de Mulheres realiza seminário e debate reforma política
O seminário compõe a programação do “Março Mulher”, agenda de comemoração ao dia 8 de março, que foi definida pelo Fórum, que é coordenado pelas centrais sindicais - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central.
Para o vereador Cláudio Prado (PDT-SP), que fez a fala de abertura do seminário, as mulheres saem na vanguarda e prometem para o século 21 uma ação maior do que a realizada no passado. “O papel da mulher na atualidade demarca não só posicionamento político, mas uma nova forma de organização. A mulher hoje representa força e debate, tais qualidades garantem que essas guerreiras enfrentem qualquer obstáculo. Discutir reforma política em um ano eleitoral demonstra como elas não perdem tempo para a disputa”, afirmou o vereador.
Raimunda Gomes (Doquinha), secretária da Mulher da CTB, destacou que “realizar uma atividade como essa, que abre o calendário das atividades em 2012, ano em que se comemoram os 80 anos do voto feminino, já retrata como o papel da mulher tem se diferenciado ao longo dos anos. E neste ano definimos uma ação em especial, buscar o apoio dos companheiros. O Fórum tirou como deliberação que não falaremos para as mulheres, mas sim para os homens. Apresentaremos nossas pautas, convidaremos a debater conosco. Sensibilizaremos nossos companheiros para que incorporem nas pautas gerais nossas reivindicações”.
Ela acrescentou que o Fórum elaborou um documento no qual solicita aos presidentes das centrais que as bandeiras levantadas pelo Fórum de Mulheres, especialmente a luta pela aprovação do Projeto de Lei da Igualdade de Gênero no Trabalho (PL 4857/2009) e pela reforma política, sejam incluídas nas ações do 1° de maio.
“Fica claro que todas as bandeiras do movimento sindical são transversalizadas por gênero, ou seja, não dá para discutir redução da jornada de trabalho sem pensar na questão da mulher, não podemos discutir valorização do salário mínimo sem pensar na questão da mulher. E questões como a reforma política e o PL da Igualdade, além de romper com questões antigas, garantirão maior isonomia para a sociedade”, ressalta a dirigente.
Maior representatividade
Segundo Muna Zen, outra reflexão necessária neste momento se refere à questão da sub-representação das mulheres nas esferas de poder. “Estamos participando de um seminário numa casa legislativa na qual não temos nem sequer 10 % de representação. Então, de forma imediata, o processo eleitoral de 2012 se apresenta como um desafio, uma oportunidade de ampliar o número de mulheres no espaço de poder, e assim quem sabe ter em 2013 no mínimo 30% de representação política em São Paulo. É inconcebível ainda que existam municípios onde nunca houve representação feminina. Então, ocupar esses espaços torna-se questão chave para reverter hábitos históricos do nosso país”, finaliza Muna.
A Deputada Estadual Janete Pietá (PT-SP) disse ao Vermelho que houve sim grandes avanços no que se refere à luta feminina no país, mas ainda há um longo caminho a percorrer.
“De fato conquistamos muito, ampliamos o número de mulheres eleitas, as organizações femininas estão mais fortes, as trabalhadoras ocupam os sindicatos, temos uma presidente, mas ainda carecemos de espaço. É vergonhoso quando observamos que hoje no universo parlamentar você contabiliza 48 mulheres frente a 513 homens. A Argentina tem aproximadamente 40% de representação feminina. Precisamos reverter esse cenário”, frisa a deputada.
Movimento forte, partido forte
Ana Martins, ex-deputada estadual, que proferiu a palestra de encerramento no seminário, destacou a presença das diversas trabalhadoras que lotaram a plenária e reafirmou a importância da organização do movimento, sobretudo no que se refere ao fortalecimento dos partidos políticos.
“Devemos construir e lutar pelo empoderamento das mulheres, pelo fortalecimento dos partidos, pela soberania social, pela organização dos sindicatos, pela mobilização dos movimentos sociais e, fundamentalmente, pela maior participação da sociedade. A luta só terá sucesso quando entendermos os objetivos pelos quais lutamos. Para tanto, os partidos têm um papel fundamental nessa jornada, entender e debater os programas torna-se uma ação essencial para a construção de nossa soberania”, elucida Ana Martins.
Segundo ela, para atingir a democracia plena é preciso conquistar os espaços de poder. “No passado muitos espaços foram conquistados. Temos em nossas mãos a caneta para escrever a história que queremos contar no futuro. Então, devemos organizar, mobilizar, debater e ocupar. Estas deverão ser as palavras de ordem daqui para frente”, finaliza a ex-deputada.
Fonte: http://www.vermelho.org.br/se/noticia.php?id_secao=8&id_noticia=177047
Centro oferece apoio psicossocial para mulheres vítimas de violência
Corumbá inaugurou no final da tarde desta quinta-feira, 1º de março, o
Centro de Atendimento Especializado à Mulher em Situação de Violência.
Instalado no número 509 da rua Tiradentes, esquina com avenida General
Rondon, área central da cidade, o espaço contará com profissionais
capacitados para acolher as mulheres que buscarem atendimento. Lá, elas
terão acompanhamento psicológico, além de assistências social e
jurídica.
O Centro de Atendimento Especializado à Mulher em Situação de
Violência faz parte de um convênio firmado pelas três esferas de Governo
- Federal; Estadual e Municipal - com o intuito de ampliar a rede de
enfrentamento a violência a que é submetida uma parcela das mulheres
brasileiras.
"É importante para as mulheres vítimas de violência doméstica e
familiar ter um serviço especializado como esse. A instalação desse
Centro também a demonstra o compromisso do Estado com a política de
enfrentamento da violência contra a mulher", explicou a este Diário a
subsecretária Estadual da Mulher e da Promoção da Cidadania, Carla
Stephanini.
Ela destacou que Corumbá e outros oito municípios sul-mato-grossenses estão sendo contemplados com esses Centros de Referência e o serviço oferecido conta com uma ampla e extensa rede de atuação.
Ela destacou que Corumbá e outros oito municípios sul-mato-grossenses estão sendo contemplados com esses Centros de Referência e o serviço oferecido conta com uma ampla e extensa rede de atuação.
"É fundamental o trabalho em rede, articularmos uma rede local para
coibir essa violência. Esse serviço garante num mesmo local o
atendimento sócio-psicológico e jurídico da mulher vítima. Aqui em
Corumbá há um termo de cooperação com a Defensoria Pública para
atendimento das mulheres. O Centro trabalhará para que ela se fortaleça
na decisão de romper o ciclo da violência", observou a subsecretária
Estadual da Mulher.
Dados
da Subsecretaria Estadual da Mulher e da Promoção da Cidadania apontam
que 90% da violência sofrida pelas mulheres são cometidas na própria
casa e pelo companheiro ou ex-companheiro. Na maioria dos casos, a
vítima não registra o boletim de ocorrência, muitas vezes por medo ou
por amar o agressor.
Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/centro-oferece-apoio-psicossocial-para-mulheres-vitimas-de-v_142819/
Estudo mostra baixa presença de mulheres em Parlamentos
O número de mulheres em Parlamentos ao redor do mundo é
"preocupantemente baixo", de acordo com um relatório divulgado na
sexta-feira pela União Interparlamentar (UIP), organização internacional
dos parlamentos dos Estados soberanos. O documento indica que a média
global avançou apenas meio ponto percentual em 2011, chegando a 19,5 por
cento.
No que diz respeito aos assentos parlamentares renovados em 2011 em 69 câmaras legislativas de 59 países, as mulheres obtiveram 21,8% dos lugares, uma proporção similar aos anos anteriores, disse a UIP no estudo "Mulheres no Parlamento 2011".
"São necessárias uma forte vontade política e a adoção de medidas específicas para romper o bloqueio à partição política das mulheres", disseram em um comunicado a UIP e a ONU Mulheres, a unidade da Organização das Nações Unidas (ONU) para a igualdade de gêneros.
O relatório disse que o problema é simples em muitos países: não há mulheres o bastante concorrendo a um cargo no Parlamento. "Os desafios para as candidatas mulheres incluem fundos insuficientes para fazer campanha, altas expectativas do eleitorado e a natureza antagônica dos partidos políticos competitivos", indicou o relatório.
"Além disso, as mulheres tendem a ter menos recursos à sua disposição, menos experiência em concorrer a um cargo e de falar em público, e falta de apoio dos maridos e da família", disse. "As mulheres têm múltiplos papéis e equilibrar todos eles pode ser muito difícil."
De 188 países, o relatório descobriu que 20 tinham Parlamentos nos quais as mulheres formavam ao menos um terço da representação. Ruanda e Andorra estavam à frente, sendo os dois únicos países com mais de 50%.
Do outro lado da escala, havia sete países sem nenhuma representação feminina: Belize, Micronésia, Nauru, Palau, Catar, Arábia Saudita e Ilhas Salomão. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU situaram-se no meio. A Rússia tem 13,6% de representação feminina; os Estados Unidos, 16,8%; França, 18,9%; China, 21,3% e Grã-Bretanha, 22,3%.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5644164-EI294,00-Estudo+mostra+baixa+presenca+de+mulheres+em+Parlamentos.html
No que diz respeito aos assentos parlamentares renovados em 2011 em 69 câmaras legislativas de 59 países, as mulheres obtiveram 21,8% dos lugares, uma proporção similar aos anos anteriores, disse a UIP no estudo "Mulheres no Parlamento 2011".
"São necessárias uma forte vontade política e a adoção de medidas específicas para romper o bloqueio à partição política das mulheres", disseram em um comunicado a UIP e a ONU Mulheres, a unidade da Organização das Nações Unidas (ONU) para a igualdade de gêneros.
O relatório disse que o problema é simples em muitos países: não há mulheres o bastante concorrendo a um cargo no Parlamento. "Os desafios para as candidatas mulheres incluem fundos insuficientes para fazer campanha, altas expectativas do eleitorado e a natureza antagônica dos partidos políticos competitivos", indicou o relatório.
"Além disso, as mulheres tendem a ter menos recursos à sua disposição, menos experiência em concorrer a um cargo e de falar em público, e falta de apoio dos maridos e da família", disse. "As mulheres têm múltiplos papéis e equilibrar todos eles pode ser muito difícil."
De 188 países, o relatório descobriu que 20 tinham Parlamentos nos quais as mulheres formavam ao menos um terço da representação. Ruanda e Andorra estavam à frente, sendo os dois únicos países com mais de 50%.
Do outro lado da escala, havia sete países sem nenhuma representação feminina: Belize, Micronésia, Nauru, Palau, Catar, Arábia Saudita e Ilhas Salomão. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU situaram-se no meio. A Rússia tem 13,6% de representação feminina; os Estados Unidos, 16,8%; França, 18,9%; China, 21,3% e Grã-Bretanha, 22,3%.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5644164-EI294,00-Estudo+mostra+baixa+presenca+de+mulheres+em+Parlamentos.html
A conquista do voto feminino
A conquista das mulheres pelo direito ao voto completou 80 anos no
Brasil no último dia 24 de fevereiro. Alguém de vocês lembrou desse
grande feito? A verdade é que muitas pessoas acabam deixando passar
batida uma data tão importante.
Mas o que realmente significa o direito ao voto? Dentre muitas coisas, essa conquista representa a igualdade formal entre mulheres e homens. Ambos podem decidir sobre os rumos da política de sua cidade, estado e país. No entanto, desde seu início a representação feminina na política brasileira tem se mostrado tímida. É só analisar o ranking internacional da Inter-Parliamentary Union (IPU). Nele, o Brasil se encontra atualmente no 142º lugar em número de mulheres eleitas. Perdemos para países como Iraque, Afeganistão, Angola e Moçambique.
Isso nos mostra um triste quadro em que a mulher tem a liberdade de exercer a sua cidadania por meio da política, mas não consegue assumi-la. E isso ocorre porque apesar de várias conquistas sociais e também no mundo do trabalho, ainda somos subjugadas, discriminadas e consideradas por muitos como o "sexo frágil".
Vale lembrar que hoje já somos a maioria do eleitorado brasileiro e acumulamos um maior grau de escolaridade que os homens, com 11 anos em média. Somos mães, filhas, donas de casa, esposas e profissionais. Atuando nesses diversos papéis desempenhamos uma enorme influência na vida das pessoas, seja ela na esfera pública ou privada. A lição que fica para refletirmos é que temos um grande poder nas mãos. Basta aprender a exercê-lo!!!
Fonte: http://www.parana-online.com.br/colunistas/312/91027/
Mas o que realmente significa o direito ao voto? Dentre muitas coisas, essa conquista representa a igualdade formal entre mulheres e homens. Ambos podem decidir sobre os rumos da política de sua cidade, estado e país. No entanto, desde seu início a representação feminina na política brasileira tem se mostrado tímida. É só analisar o ranking internacional da Inter-Parliamentary Union (IPU). Nele, o Brasil se encontra atualmente no 142º lugar em número de mulheres eleitas. Perdemos para países como Iraque, Afeganistão, Angola e Moçambique.
Isso nos mostra um triste quadro em que a mulher tem a liberdade de exercer a sua cidadania por meio da política, mas não consegue assumi-la. E isso ocorre porque apesar de várias conquistas sociais e também no mundo do trabalho, ainda somos subjugadas, discriminadas e consideradas por muitos como o "sexo frágil".
Vale lembrar que hoje já somos a maioria do eleitorado brasileiro e acumulamos um maior grau de escolaridade que os homens, com 11 anos em média. Somos mães, filhas, donas de casa, esposas e profissionais. Atuando nesses diversos papéis desempenhamos uma enorme influência na vida das pessoas, seja ela na esfera pública ou privada. A lição que fica para refletirmos é que temos um grande poder nas mãos. Basta aprender a exercê-lo!!!
Fonte: http://www.parana-online.com.br/colunistas/312/91027/
Poderes se unem e lançam campanha contra violência a mulher em MT
A participação maciça de representantes dos poderes, empresários,
população em geral, no lançamento da campanha alusiva ao Dia
Internacional da Mulher, 8 de março, ‘Mato Grosso Respeitando a Mulher’,
deu o pontapé inicial para as ações que serão desenvolvidas ao longo
deste mês, em defesa dos direitos da mulher.
Numa iniciativa da Sala da
Mulher da Assembleia Legislativa em parceria com o Governo do Estado,
Ministério Público e Associação das Primeiras-Damas dos Municípios, a
campanha acontece no dia 8, com mesa redonda sobre políticas públicas;
lançamento da cartilha da Lei Maria da Penha e caminhada pelo fim da
violência doméstica. O lançamento aconteceu nesta quinta-feira (01), na
sede da AL. Confira programação www.joseriva.com.br ou al.mt.gov.br.
Tendo como foco principal conscientizar a população sobre a importância
da denuncia do agressor e educação dos filhos, a coordenadora da Sala da
Mulher, Janete Riva exibiu um documentário intitulado ‘Mudança’ que
marcou o evento e serviu para refletir sobre os relatos dos fatos
verídicos que chocaram os participantes. Também citou algumas
estatísticas “estarrecedoras”. Disse que de cada 10 mulheres, três
sofrem agressão. Muitas delas levam anos para fazer a denúncia. E que a
cada dia aumenta a crueldade dos agressores.
“Então, pensamos como podemos ajudar? Assim nasceu a campanha ‘Mato
Grosso Respeitando a Mulher’, um trabalho que conta com parceiros
engajados na luta em defesa dos direitos da mulher”, explicou Janete.
Segundo ela, a campanha é o resultado da união de forças dos parceiros
envolvidos. “Porque queremos mulheres que se respeitam, capacitadas, e
que participem da caminhada pela paz. Faremos um grande ato de
conscientização para que cada um faça a sua parte em defesa da mulher”,
destacou, ao reforçar o convite nas ações que serão desenvolvidas no
próximo dia 8.
Lembrou que a Lei Maria da Penha ficou mais “poderosa”, já que qualquer
pessoa pode denunciar atos de agressão contra a mulher. Mas, que na
maioria das vezes, a vítima não denuncia por temer o desamparo dos
filhos. A violência contra mulher, além de ser uma questão cultural,
política é também de saúde pública. “Indicadores apontam que de cada
cinco dias de falta no trabalho, no mundo, um é causado pela violência
doméstica”, lamentou.
Também alertou que mulheres com idade entre 15 e 40 anos perdem mais a
vida por violência e estupro do que por doenças. A mulher agredida pode
sofrer isolamento social, incapacidade de trabalhar e, geralmente,
ganham menos.
O presidente da AL, deputado José Riva reforçou a necessidade de
conscientizar as pessoas em denunciar no primeiro ato de agressividade. E
o enfrentamento para combater o uso de drogas. “Temos que estar
preparados para dar o apoio às vítimas. Em determinados momentos a
violência acontece pelo uso de drogas. O Brasil precisa se preparar para
combater esse grande mal”.
Um dos responsáveis pela divulgação da campanha, Fabio Monteiro,
secretário de Comunicação da AL/MT, listou as ações que a Casa preparou
para disseminar a campanha. E apresentou o VT, que será exibido na
televisão. “Pode chocar ou trazer sentimento de repulsa, mas aborda o
fato como é na prática”.
A secretária de Trabalho e Assistência Social, Roseli Barbosa disse que
as ações de amparo à mulher já despertam o interesse de outros países. E
reforçou a necessidade de cursos de capacitação. “A mulher precisa
buscar o seu espaço, se tornar independente para sair do convívio
desastroso, para tocar a sua vida com dignidade”.
A iniciativa de Mato Grosso será implantada no estado vizinho Mato
Grosso do Sul. “Toda experiência que dá certo é válida. Vim conhecer o
trabalho social da Sala da Mulher para implantar na Assembleia
Legislativa de Mato Grosso do Sul”, disse a deputada Mara Caseiro (PT do
B).
“Com certeza essa campanha fará história. Ajudando mulheres a defender
melhor seus direitos”, concluiu Lindinalva Rodrigues, promotora de
Justiça de Mato Grosso.
Fonte: http://www.odocumento.com.br/materia.php?id=386332
Educação trabalha equidade de gêneros nas práticas curriculares
A educação para construção de relações igualitárias de gêneros integra a
estrutura de ações programadas para o segundo ano da campanha ‘Março
Sempre Mulher’, lançada nesta quinta-feira (01.03), no auditório da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Mato Grosso, em Cuiabá, e
que conta com apoio da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso
(Seduc/MT).
“Temos uma grande preocupação com a formação das pessoas. Trabalhamos no propósito de conseguirmos equidade entre gêneros”, defende Ana Emília Brasil Sotero, da Superintendência de Promoção dos Direitos da Mulher da Secretaria-Adjunta de Direitos Humanos (Sejudh), organizadora da campanha que conta com o envolvimento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “O que a gente espera por meio de nosso currículo escolar é descontruir alguns conceitos, algumas ideias machistas”, explica Ângela Santos, gerente de Diversidades da Seduc em complemento à fala de Ana Emília.
Ângela pontua que a adoção de práticas diárias, do emprego adequado de estratégias pedagógicas devidamente contextualizadas em aspectos históricos, sociais e culturais, auxiliam no processo de quebra de um ciclo de perpetuação de preconceitos e na construção de novos significados para a relação de gêneros.
Ela avalia que o ambiente escolar é propício a discussão das mais distintas relações dada à diversidade cultural do público atendido. As ações possuem como subsídios as Orientações Curriculares, que contemplam o tema relação entre gêneros atendendo a recomendação dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
A organizadora da campanha, Ana Emília Sotero, explica que cada um dos parceiros possui um extenso calendário de atividades a ser cumprido até o dia 31 de março. "Todas as ações são importantes. Estamos tratando da construção de políticas públicas".
Fonte: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=386295
“Temos uma grande preocupação com a formação das pessoas. Trabalhamos no propósito de conseguirmos equidade entre gêneros”, defende Ana Emília Brasil Sotero, da Superintendência de Promoção dos Direitos da Mulher da Secretaria-Adjunta de Direitos Humanos (Sejudh), organizadora da campanha que conta com o envolvimento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “O que a gente espera por meio de nosso currículo escolar é descontruir alguns conceitos, algumas ideias machistas”, explica Ângela Santos, gerente de Diversidades da Seduc em complemento à fala de Ana Emília.
Ângela pontua que a adoção de práticas diárias, do emprego adequado de estratégias pedagógicas devidamente contextualizadas em aspectos históricos, sociais e culturais, auxiliam no processo de quebra de um ciclo de perpetuação de preconceitos e na construção de novos significados para a relação de gêneros.
Ela avalia que o ambiente escolar é propício a discussão das mais distintas relações dada à diversidade cultural do público atendido. As ações possuem como subsídios as Orientações Curriculares, que contemplam o tema relação entre gêneros atendendo a recomendação dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
A organizadora da campanha, Ana Emília Sotero, explica que cada um dos parceiros possui um extenso calendário de atividades a ser cumprido até o dia 31 de março. "Todas as ações são importantes. Estamos tratando da construção de políticas públicas".
Fonte: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=386295
Jayme Campos inclui projetos de interesse das mulheres na pauta de votação do Senado
O presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, Jayme
Campos (DEM-MT), recebeu nesta quinta-feira (01.03) o reconhecimento das
colegas senadoras, pela iniciativa de incluir na pauta da CAS, projetos
que beneficiam as mulheres e trabalhadoras brasileiras.
Em plenário, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), enquanto presidia a sessão, elogiou a iniciativa e sugeriu que outros presidentes de comissões da Casa façam o mesmo. “Esta será a melhor notícia que poderemos dar na próxima semana, quando comemoraremos o dia internacional da mulher”, disse a senadora ao parabenizar Jayme Campos. O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), senador Roberto Requião (PMDB-PR) anunciou que vai seguir o exemplo da CAS.
Benefício para donas de casa - Jayme Campos recebeu, ainda, o aplauso da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), integrante da comissão e autora de um dos projetos em pauta na reunião da próxima quarta-feira (07.03). A proposta de Vanessa (PLS 370/11) cria um sistema especial de inclusão previdenciária para atender ao segurado que trabalhe por conta própria, como as donas de casa, sem renda própria, que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico na própria residência e pertençam a famílias de baixa renda.
Chefes de família - Da senadora Ana Rita (PT-ES), será analisada a proposta (PLS 524/11) que amplia para seis meses o seguro desemprego para trabalhadoras desempregadas chefes de família que tenham sido demitidas sem justa causa e que recebiam até três salários mínimos. “Segundo estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Secretaria de Política para Mulheres, o número famílias chefiadas por mulheres já representa 35% das famílias brasileiras”, diz o texto da proposta.
Na última reunião da Comissão, foi aprovada a proposta que pretende garantir o princípio de igualdade salarial entre mulheres e homens. “Cerca de 19% das mulheres estão fora do mercado de trabalho contra 10,2% dos homens. Sabemos que, mesmo que tenham mais anos de estudo, as mulheres enfrentam maiores dificuldades no mercado de trabalho”, lembrou Jayme Campos.
Fonte: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=386318
Em plenário, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), enquanto presidia a sessão, elogiou a iniciativa e sugeriu que outros presidentes de comissões da Casa façam o mesmo. “Esta será a melhor notícia que poderemos dar na próxima semana, quando comemoraremos o dia internacional da mulher”, disse a senadora ao parabenizar Jayme Campos. O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), senador Roberto Requião (PMDB-PR) anunciou que vai seguir o exemplo da CAS.
Benefício para donas de casa - Jayme Campos recebeu, ainda, o aplauso da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), integrante da comissão e autora de um dos projetos em pauta na reunião da próxima quarta-feira (07.03). A proposta de Vanessa (PLS 370/11) cria um sistema especial de inclusão previdenciária para atender ao segurado que trabalhe por conta própria, como as donas de casa, sem renda própria, que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico na própria residência e pertençam a famílias de baixa renda.
Chefes de família - Da senadora Ana Rita (PT-ES), será analisada a proposta (PLS 524/11) que amplia para seis meses o seguro desemprego para trabalhadoras desempregadas chefes de família que tenham sido demitidas sem justa causa e que recebiam até três salários mínimos. “Segundo estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Secretaria de Política para Mulheres, o número famílias chefiadas por mulheres já representa 35% das famílias brasileiras”, diz o texto da proposta.
Na última reunião da Comissão, foi aprovada a proposta que pretende garantir o princípio de igualdade salarial entre mulheres e homens. “Cerca de 19% das mulheres estão fora do mercado de trabalho contra 10,2% dos homens. Sabemos que, mesmo que tenham mais anos de estudo, as mulheres enfrentam maiores dificuldades no mercado de trabalho”, lembrou Jayme Campos.
Fonte: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=386318
Dia da Mulher será comemorado com sessão especial na ALPB
O Dia Internacional da Mulher será
comemorado na Assembleia Legislativa da Paraíba com a realização de uma
sessão especial, marcada para ocorrer no dia 08 de março, a partir das
15 horas, no plenário deputado José Mariz, ocasião em que será debatido o
tema “Autonomia Política – 80 Anos da Conquista do Direito ao Voto a
Mulher".
A
presidente da Comissão, deputada Gilma Germano (PPS), informou que além
da sessão especial o mês de março será marcado por uma série de
atividades voltadas à mulher, a exemplo de audiências públicas. A
primeira audiência pública, com data a ser agendada na próxima reunião,
abordará o tema “A Questão Econômica e Social da Mulher”.
A
deputada Gilma Germano ressaltou que a Assembleia Legislativa tem
compromisso com a luta e o direito da mulher e por isso não poderia
deixar de comemorar tão importante data. “O Dia internacional da Mulher
foi o tema de pauta da reunião de hoje da nossa Comissão”, acrescentou.
A
propósito do tema, a Assembleia Legislativa da Paraíba publicou, no
início deste ano, uma plaquete com leis direcionadas à mulher,
denominada “Coletânea Mulher”. A coletânea traz um conjunto de leis que
tramitaram e foram aprovadas pelo Poder Legislativo, no período de 05
de Outubro de 1989 a 28 de Fevereiro de 2012, e pode ser consultada por
qualquer cidadão. Para tanto, basta acessar o site do Poder
Legislativo, no endereço eletrônico: www.al.pb.gov.br.
Fonte: http://www.folhadosertao.com.br/portal/noticia.php?page=noticiaCompleta&id_noticia=6300
Ana Rita elogia Iriny Lopes e pede mais avanços para as mulheres
A senadora Ana Rita (PT-ES), em pronunciamento nesta quarta-feira (29),
relatou a participação brasileira em reunião do Comitê para a Eliminação
de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw), realizado
entre 13 e 17 de fevereiro em Genebra, na Suíça. A senadora, que fez
parte da delegação brasileira no evento, destacou a acolhida positiva às
políticas públicas voltadas para as mulheres, mas observou que ainda
faltam avanços importantes.
Uma das preocupações apresentadas no Cedaw, segundo Ana Rita, foi a baixa representação das mulheres no Congresso Brasileiro. A parlamentar defendeu reformas que estabeleçam voto em lista com paridade entre mulheres e homens e financiamento público de campanhas.
- Defendi uma reforma política que assegure maior participação das mulheres nos espaços de poder - afirmou Ana Rita.
A confirmação pelo Supremo Tribunal Federal da constitucionalidade da Lei Maria da Penha, decisão elogiada pelo comitê, foi classificada por Ana Rita como um dos grandes êxitos da ministra Iriny Lopes na Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Fonte: http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=167047&codDep=15
Uma das preocupações apresentadas no Cedaw, segundo Ana Rita, foi a baixa representação das mulheres no Congresso Brasileiro. A parlamentar defendeu reformas que estabeleçam voto em lista com paridade entre mulheres e homens e financiamento público de campanhas.
- Defendi uma reforma política que assegure maior participação das mulheres nos espaços de poder - afirmou Ana Rita.
A confirmação pelo Supremo Tribunal Federal da constitucionalidade da Lei Maria da Penha, decisão elogiada pelo comitê, foi classificada por Ana Rita como um dos grandes êxitos da ministra Iriny Lopes na Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Fonte: http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=167047&codDep=15
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